terça-feira, 30 de outubro de 2012

A Superioridade da Nova Aliança



Contrastes Importantes Entre o Antigo e o Novo Testamentos

Tudo começa com Deus. Ele nos criou, e ele nos comunica como devemos viver. Desde o primeiro dia da existência humana, Deus tem falado com o homem, guiando-o na sua jornada terrestre. O homem depende de Deus para direção. Jeremias disse: “Eu sei, ó Senhor, que não cabe ao homem determinar o seu caminho, nem ao que caminha o dirigir os seus passos”(Jeremias 10:23).
Em épocas diferentes, Deus tem usado meios diferentes para comunicar mensagens diferentes ao homem. No princípio, falou com os chefes de famílias, e estes repassaram as mensagens aos descendentes. Depois, ele separou alguns dos descendentes de Abraão e lhes deu uma aliança ou testamento especial. Por último, ele falou pelo próprio Filho e usou os servos dele para transmitir a todos os homens a nova aliança ou testamento.
Neste estudo, vamos focalizar alguns contrastes entre a Aliança que Deus fez com os israelitas no monte Sinai e a Nova Aliança que governa todos os homens hoje.

 Nesta comparação, vamos compreender melhor a afirmação de Paulo: “a letra mata, mas o espírito vivifica” (2 Coríntios 3:6). Observaremos algumas diferenças importantes nos ensinamentos e práticas das duas alianças.

“A Letra Mata, mas o Espírito Vivifica”

Acredito na palavra de Deus e dou importância ao estudo cuidadoso e a aplicação precisa das Escrituras. Frequentemente, quando mostramos para algumas pessoas religiosas que precisam mudar alguma coisa para se alinhar com a vontade de Deus, revelada no Novo Testamento, alguém tenta fugir usando as palavras de Paulo: “a letra mata, mas o espírito vivifica” (2 Coríntios 3:6). O argumento, normalmente, é este: A letra (o estudo cuidadoso da palavra) é prejudicial e nos mata espiritualmente, mas o espírito (o que a pessoa sente no coração como a vontade de Deus) vivifica. 

Então, a pessoa conclui, nós não devemos nos esforçar para estudar a Bíblia. Acredita que devamos deixar o Espírito nos guiar sem conhecimento da palavra.

Há vários problemas sérios com esta abordagem. Entre eles:

(1) Este argumento ignora o contexto de 2 Coríntios 3 e distorce totalmente o sentido do versículo citado. Já veremos mais sobre isso.

(2) É um processo de raciocínio que leva a pessoa a adotar uma atitude que Deus condena. Considere alguns avisos dados por Deus: “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte” (Provérbios 14:12); “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor(Isaías 55:8; observe que ele fala logo em seguida sobre a palavra falada por Deus – 55:10-11).

(3) Ironicamente, este raciocínio é usado por algumas pessoas para defender doutrinas e práticas do Antigo Testamento, que é exatamente o que Paulo está condenando!
Podemos resolver a questão do sentido deste versículo com uma boa leitura do contexto de 2 Coríntios 3. 

Tome alguns minutos para ler o capítulo inteiro (são apenas 18 versículos). Agora, vamos ver o que Paulo diz neste capítulo.

Ele falou de uma relação especial (3:1-6) que envolve 

(1) Deus Pai (a suficiência vem dele, e o homem sem Deus não pode pensar alguma coisa – 3:5); 

(2) Cristo (a confiança vem por intermédio de Jesus – 3:4); 

(3) Apóstolos, especificamente Paulo (ministros da nova aliança de Cristo – 3:3,6; cf. 2:9,12,17); (4) Cristãos, especificamente os coríntios (a carta de recomendação para o mundo porque receberam a palavra nos corações – 3:2-3).
Com estas relações como sua base, Paulo continua nos versículos seguintes mostrando a diferença entre a lei e o espírito (3:7-18). 

Ele mostra que o Antigo Testamento (a letra) traz a condenação, enquanto o Novo (o espírito) oferece a salvação. Para compreender bem esta parte importante do capítulo, estude a tabela anexa.

Este trecho não é um aviso contra o estudo cuidadoso da palavra, e jamais deve ser usado para justificar a preguiça no estudo ou a teimosia em recusar qualquer instrução que vem do Senhor.
A Letra Mata
O Espírito Vivifica
“o ministério da morte, gravado com letras em pedras” (3:7)
“o ministério do Espírito” (3:8)
Moisés (3:7)
Apóstolos de Jesus (3:6)
“O ministério da condenação” (3:9)
“o ministério da justiça” (3:9)
Glorioso (3:9)
Muito mais glorioso (3:9)
“foi glorificado...já não resplandece” (3:10)
“atual sobreexcelente glória” (3:10)
“o que se desvanecia teve sua glória” (3:11)
“muito mais glória tem o que é permanente” (3:11)
O véu de Moisés escondeu o que se desvanecia (3:12-13)
Os apóstolos falaram com ousadia, sem esconder a esperança (3:12)
Os seguidores do AT ainda têm o véu (3:14-15)
O véu é removido em Cristo (3:14,16)
Há condenação na Lei (3:9; cf. Romanos 3:20; Gálatas 3:22)
Há liberdade no Espírito (3:17)
A letra do AT condena (3:7,9) – a letra mata!
Somos transformados no Espírito no NT (3:18) – o Espírito vivifica!

Reinos Diferentes

O reino governado pela Antiga Aliança foi limitado. Era limitado em termos de pessoas, porque era o reino do povo de Israel. Quando Deus revelou aquela lei no monte Sinai, ele disse: “Assim falarás à casa de Jacó e anunciarás aos filhos de Israel.... vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel” (Êxodo 19:3,6). Era limitado em termos de território, porque o povo geralmente morava dentro de um território nacional. Deus disse: “Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o Senhor, teu Deus, se te ensinassem, para que os cumprisses na terra a que passas para a possuir” (Deuteronômio 6:1; cf. 11:8). Estrangeiros foram obrigados a guardar algumas leis quando moravam no território de Israel: “A mesma lei e o mesmo rito haverá para vós outros e para o estrangeiro que mora convosco” (Deuteronômio 15:16).
Mas o reino da Nova Aliança é universal. Jesus tem “toda a autoridade . . . no céu e na terra” e mandou os apóstolos a fazerem discípulos de todas as nações (Mateus 28:18-20). O reino de Cristo hoje é a “universal assembléia e igreja dos primogênitos arrolados nos céus” (Hebreus 12:22-23). Não é limitado por território geográfico, pois este reino é espiritual (1 Pedro 2:5). A vontade do rei, Jesus Cristo, vale para todas as pessoas na face da terra (Atos 17:30; Romanos 1:16).

Templos Diferentes
Há um contraste semelhante entre os templos das duas alianças. No Antigo Testamento, a habitação de Deus foi representada por uma estrutura física. O rei Artaxerxes, da Pérsia, falou do “Deus de Israel, cuja habitação está em Jerusalém” (Esdras 7:15). No Antigo Testamento, o templo foi conhecido como “a Casa de Deus” (2 Crônicas 7:6). É importante frisar o sentido simbólico destas citações, pois o povo entendeu que Deus não seria limitado a uma casa material. Salomão perguntou: “Mas, de fato, habitaria Deus com os homens na terra? Eis que os céus e até o céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que eu edifiquei”(2 Crônicas 6:18).
Hoje, a habitação de Deus é espiritual. O conceito do templo ou santuário de Deus é usado no Novo Testamento em dois sentidos, ambos espirituais. Coletivamente, a igreja é o santuário de Deus (1 Coríntios 3:16). Individualmente, o cristão é a habitação de Deus (1 Coríntios 6:19-20; João 14:23).

Conclusão
Hoje, a presença de Deus não depende da nação em que nascemos. Depende da nossa decisão de servir a Jesus. Ele disse: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada” (João 14:23). Vamos amá-lo!

 – por Dennis Allan

domingo, 28 de outubro de 2012

DVD Filme Uma Carta Para Deus

O filme conta a história Tyler Doherty (Tanner Maguire) que tem 8 anos e sofre de câncer, os médicos estão desacreditados sobre suas chances de vida. Apesar da situação difícil Tyler coloca sua fé em Deus acima de tudo, por meio de cartas diárias começa a escrever um diário sobre suas esperanças de que algum anjo possa salvá-lo.
O filme “Cartas para Deus” é um lindo é emocionante filme. Infelizmente este tipo de filme não chega aos cinemas e nem passam nas televisões. Através deste filme, pode-se ajudar outras pessoas que estão passando ou já passaram por esta mesma situação. Além de ajudar os familiares e amigos, dando forças e mostrando que Deus está no controle e tem um proposito para tudo. Ele é maravilhoso e a cada nova batalha na vida de cada um transforma e nos deixa mais próximo dele é do Pai.
O filme que traz as cartas de um jovem que tem câncer, mas que nunca deixou de acreditar que Deus tinha um proposito maior para a vida dele. E que através da vida dele outras pessoas poderiam conhecer a Deus e toda a sua bondade. Deixe Deus agir em seu coração e em sua vida. Que Ele seja luz por onde você andar. Que Ele traga alegria onde houver tristeza. Que Ele traga força para os fracos. Passe esta mensagem para todos aqueles que você ama.
“Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração.”  2 Coríntios 3:3




A HARPA E SEUS MISTÉRIOS


A harpa, juntamente com a flauta, é um dos instrumentos mais antigos. Teria se originado dos arcos de caça que faziam um barulho ao roçarem na corda.
Ela é sempre triangular, lembrando um arco e caça. Tem-se conhecimento através de fábulas épicas, poesias e trabalhos de arte, que as harpas existem há séculos antes de Cristo, na Babilônia e Mesopotâmia. Foram encontrados desenhos de harpas na tumba do Faraó Egípcio Ramsés III (1198-1166 a.C.), em esculturas da Grécia antiga e em cavernas do Iraque que datam desde 2900 a.C.

Durante o crescimento do islamismo, durante o século VIII, a harpa viajou do norte da África até a Espanha e rapidamente se espalhou pela Europa. Em torno de 1720 foi inventada a harpa com pedais, um desenvolvimento muito importante para o instrumento.
( retirado do site “som e tom” )

No Velho Testamento a palavra mais usada traduzida como harpa é “kinnôwr” ( kinnor ) da raiz do verbo dedilhar , percutir uma corda . ( Strongs Exhaustive Concordance ).

Esse termo é usado em Gênesis 4:21 quando referindo-se a Jubal, pai de todos os que tocam harpa e flauta, ou órgão ( King James – lyre and pipes – lira e flauta ).

O próximo texto na Palavra que cita uma harpa é quando Jacó se despede rapidamente de Labão e este lamenta não ter tocado tamboril e harpas na sua despedida!(Gn.31:27 ).

Esse instrumento era certamente usado em comemorações e festas como esta de despedida !

O grupo de profetas que foi de encontro a Saul quando este profetizou no meio deles tinha quatro tipos de instrumentos “...saltérios ,tambores, flautas e harpas e profetizarão...” I Sm. 10: 5

A kinnôwr ( kinnor ) era um instrumento de madeira, sendo que a de David seria feita de madeira de cipreste ( faia ) II Sm.6 : 5 . Os instrumentos que Salomão mandou fazer para o templo provavelmente eram feitos de Sândalo ( almugue – I Reis 10: 12 )

( Sândalo _ essência rara. II Cr. 2: 7,8 diz que vem do Líbano esta madeira – A Bíblia de Jerusalém, pg. 525 )

No Brown-Driver-Briggs Léxico Hebreu / Inglês temos esse termo usado em:

Musica popular ou sacra Gn.4

Um homem que saiba tocar a lira I Sm.16

Em banquetes Is. 5: 12 ; 24: 8 .

Ninguém vem mais à mente prontamente que o rei bíblico David quando a palavra “harpa” é mencionada. Mesmo assim o instrumento kinnor traduzido como “harpa” na versão bíblica King James, não era uma harpa mas uma lira. O outro instrumento de cordas que David tocava, o nevelim seria traduzido como saltério pela King James, talvez não fosse também um saltério ...

De acordo com Josephus (1º. século A.D.) o kinnor teve dez cordas, o nevel doze. O kinnor antigamente formava uma caixa de ressonância retangular ou trapezoidal e dois braços curvos de comprimento desigual unidos por uma barra transversal. Foi tocado com os dedos ou com um plectro... O kinnorot e o nevelim (termos plurais), com suas cordas da estrutura clara e da tensão elevada, produziram bastante volume para competir com os chifres, as trombetas e címbalos, e eram usadas em música secular e sacra, acompanhando solistas assim como canções e danças...

As melodias vocais e o acompanhamento instrumental Eram conduzidos naquele tempo em geral usando gestos das mãos e dos dedos. As Escrituras foram cantadas aparentemente com melodias conduzidas por um sistema gestural, pois transcrições de tais gestos são encontradas ainda no texto massorético hebreu. ...

Baseado no último trabalho de Suzanne Haik-Vantoura sobre a notação bíblica, eu sugeriria que o kinnor eo nevel poderiam ser afinados na seguinte base de escalas, com o Mi ( E) como a tônica do modo básico:

A B C D (E) F G A B C D E ( nevel )

A B C D ( E) F G A B C ( kinnor )

David e outros provavelmente tocavam notas separadas, intervalos simples, e acordes arpegiados para acompanhar o canto, assim como as melodias eram bem “claras” assim como “harmônicas” na sua estrutura. Quando elas ecoavam das paredes dos salões ou jardins onde eram tocadas, produziam intervalos claros e até mesmo tríades

( retirado de Harp Spectrum, texto de John Wheeler )

Também usa-se a palavra harpa no português para traduzir o termo aramaico “qitrôs” usado na descrição dos instrumentos da orquestra de Nabucodonozor ( Dn. 3: 5 )

“ Nêbhel” é um termo usado na Septuaginta traduzido como saltério. Esta palavra vem do vocábulo grego “psaltêrion” denotando um instrumento tocado com os dedos diretamente sem um plectro ( palheta ). Seria uma espécie de harpa.

Como é mencionado em I Sm. 10: 5 “entào virás ao outeiro de Deus onde está a guarnição dos filisteus; e há de ser que entrando na cidade , encontrarás um rancho de profetas que descerão a ti...” a origem dela parece fenícia, uma vez que até essa data pouco contato haveria entre Israel e Fenícia. ( Novo Dicionário da Bíblia , pg. 1081 ).

J. Stainer ( The Music of the Bible, pgs. 40 -55 ) argumenta que o “psaltêrion” seria um instrumento de dez cordas. O termo “psaltêrion” também é traduzido como harpa .

“É claro que David sabia tocar tanto a “nêbhel” como a “kinnôwr” . ( Novo Dicionário da Bíblia, pg.1081 )

Bem, este primeiro estudo traz alguma coisa da “teoria”sobre o histórico da harpa. Na próxima vez começaremos a desvendar os “mistérios” espirituais deste instrumento tão desconhecido do mundo moderno !

Deus abençoe
Gerson Ortega

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

COMO EVITAR O ESFRIAMENTO ESPIRITUAL

A ciência afirma que existe um princípio segundo o qual todos os processos físicos tendem a tornar-se mais lentos, frios e gradualmente desordenados. Chamam isto a "Segunda lei da termodinâmica".




A "segunda lei" acha-se presente em todos os aspectos de nossa vida física. Sabemos que existe uma lei semelhante em operação no plano espiritual. "Se não tomarmos providências para evitar que a nossa vida se deteriore, ela se desintegrará."

Jesus diz a mesma coisa com as seguintes palavras: "Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado." (Mt 25.29).

Um culto que antes era fervoroso tende-se a tornar-se frio e formal. Uma obediência que antes era imediata, começará a retardar até tornar-se desobediência. Um testemunho que antes era sincero, tende a ficar estagnado.

Se nossa vida espiritual for deixada ao acaso, podemos estar certos de que declinará em todos os sentidos. Por esta razão, é necessário que, periodicamente, nós nos examinemos sob a inspiração do Espirito Santo.

Damos a seguir algumas sugestões que podem orientar-nos nessa auto-análise.

Examine a sua conversão

Você tem permitido que sua língua funcione sem vigilância? Antes você era muito cauteloso com a maneira como falava com sua esposa. Evitava ferir os sentimentos dela. Mas nos últimos dias, está falando a primeira coisa que lhe vem à cabeça, sem se importar se suas palavras vão magoá-la ou não.

Você tem reagido violentamente contra as palavras de outras pessoas? Tem dado respostas prontas e meio ásperas, quando alguém diz algo a seu respeito que não é muito lisonjeiro? Como têm sido suas palavras quando alguém o interrompe em meio à descrição de um projeto ou de um programa que você aprecia?

É impressionante como as pessoas têm um grande cuidado na escolha das palavras quando se encontram num local de trabalho, ou quando estão conversando com alguém que conhecem pouco. Se pudéssemos ouvi-las quando chegam em casa e se acham com seus queridos, iríamos indagar o que causou tal mudança.

Entre estranhos, sempre dizemos: "eu gostaria de sugerir..." mas em casa: "ponha logo esse jantar na mesa, estou com muita pressa". No escritório, dizemos: "poderia trazer-me um cafezinho, por favor?" Mas em casa: "ei, saia da frente, assim não posso ver o noticiário." Esse descuido na conversação certamente vai refletir-se num esfriamento espiritual.

Examine seu arrependimento

Um dos profetas do passado disse certa vez o seguinte: "Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes..." (Jl 2.13). E essa ordem foi bem compreendida pelo povo de seu tempo. Naquele tempo, rasgar as roupas era um modo muito comum de uma pessoa mostrar que se achava profundamente triste, preocupada ou aflita.

Infelizmente, segundo a opinião do profeta, havia muita rasgação de roupas, mas pouco arrependimento. Havia muita atuação simbólica, mas as atitudes que ela representava não existiam realmente. Recentemente, uma pessoa chamou nossa atenção para um exemplo clássico dessa superficialidade.

Ela contou que um de nossos presidentes, após fazer um apelo público aos americanos para que dedicassem determinado dia à oração e meditação, passou esse dia num campo de golfe. Mas examinemos a nós mesmos. Somos nós que precisamos efetuar essa auto-avaliação. A pergunta a ser feita é a seguinte: "existe algum pecado em minha vida, no presente, do qual ainda não me arrependi?"

Examine seu crescimento espiritual
A melhor maneira de avaliarmos nosso compromisso espiritual é fazendo um retrospecto. Então, o certo é efetuarmos uma auto-análise de vez em quando, para sabermos se estamos crescendo.

Em geral, sentimos que nossa vida é constituída de etapas. Na esfera espiritual, a primeira dessas etapas seguiu-se à nossa experiência de arrependimento e recebimento de Cristo como Senhor e Salvador. Mas certamente, essa não deve ser a última fase do desenvolvimento espiritual. Então chegou um momento em que desejamos outras bênçãos além do perdão dos pecados.

Sabíamos que precisávamos de uma pureza interior que ainda não havíamos experimentado. Além disso, necessitávamos de maior entusiasmo em nosso esforço de ganhar outros para Cristo. E foi assim que provavelmente subimos para outro degrau e recebemos a Cristo como nosso santificador, que nos batizou com seu Espírito Santo.

Mas o problema começa quando nos deixamos ficar num desses degraus, e não seguimos em frente. Você está crescendo ou está parado?

Examine seu estudo da Bíblia
Muitas pessoas, às vezes, vêm ao altar após um culto, e revelam uma carência espiritual, mas não sabem definir com clareza o que está errado. Então eu lhes pergunto: você tem lido a Bíblia como antes? E, de modo geral, a resposta é a seguinte: para ser sincero, devo confessar que não.

Uma senhora muito que fora missionária na Coréia durante cinqüenta anos, visitou certa ocasião um seminário. O diretor da instituição notou que muitos dos seus colegas iam aconselhar-se com ela, e saiam dali radiantes. Então, ele também foi falar com ela.

Mal a porta se fechara, ela lhe perguntou diretamente: com que freqüência o senhor está lendo a Bíblia? Pego de surpresa, ele respondeu: ora, eu sou diretor deste seminário! Entenda uma coisa, disse ela. Não foi isso que eu perguntei. O que quero saber é com que freqüência o senhor está lendo a Bíblia para a edificação de sua alma.

Meio envergonhado, ele confessou que raramente lia as Escrituras com este objetivo. O descuido da verdade, com toda a certeza, nos leva a esfriar. E negligenciar o estudo da Bíblia é descuidar da verdade.

Examine sua comunhão com os irmãos
Existe muita coisa por aí que consideramos comunhão e que realmente não é. É muito fácil estarmos em companhia de pessoas, sem realmente termos comunhão com elas. É possível uma pessoa ir à igreja, ouvir a mensagem e os cânticos, e sair dali sem ter tido um minuto de comunhão.

É também possível termos um calendário cheio de atividades sociais, e uma vida vazia de comunhão. A comunhão cristã é um encontro de corações e mentes em torno de questões que são partilhadas de modo peculiar pelos cristãos.

Como seres humanos, temos muitas coisas em comum com outros cristãos - e somente com outros cristãos. Uma delas é nosso amor por Jesus, e também nossa gratidão pelo perdão e pela vida eterna.

Nós nos interessamos pela condição da humanidade perdida. Temos aquele desejo de que Cristo seja reverenciado aos olhos dos outros. Temos experiência dos dons de Deus e sua graça. Temos testemunhos de vitória sobre as tentações.

Conversas sobre a conduta dos filhos, os últimos resultados dos jogos de futebol, ou a crise mundial que se aproxima não constituem uma verdadeira comunhão cristã. Podemos debater esse tipo de assunto com qualquer. Mas não são o terreno comum no qual os cristãos se acham unidos.

Portanto, é possível um crente falar o dia inteiro sobre diversos assuntos e ao final sair dali sem o menor sentimento de edificação. Não fomos edificados, porque estivemos cultivando amizade e não comunhão.

Examine o que tem lido ultimamente

Conta-se que William Parker, o grande pregador, muito cedo na vida tomou a decisão de ler somente aquilo que pudesse capacitá-lo a pregar e ensinar a Palavra de Deus. Ele não apenas lia muito, mas selecionava o que lia. Infelizmente, muitos, nem selecionam.

Raramente conseguem lembrar qual foi a última vez que leram alguma coisa de valor ou de grande importância. E, no entanto, os bons livros podem transformar vidas! Bacon afirmava que "ler torna o homem mais completo". E a poetiza Elizabeth Browing disse: "os livros são homens de grande estatura." O que você tem lido ultimamente?

Examine suas ligações de dependência
Um dos mais importantes princípios para um viver cristão vitorioso é o da crescente dependência. Isso significa que toda vez que recebermos uma orientação do Senhor devemos esperar que ela seja singular.

Nem sempre Deus nos dá a mesma orientação. Com Moisés, por exemplo, uma vez ele mandou bater na rocha. Mais tarde ordenou que falasse a ela. Assim também é conosco. Mas é possível que estejamos cultivando certas dependências falsas, que drenam toda a nossa energia espiritual.

1. Talvez estejamos confinados em nossa atual posição com relação à nossa segurança econômica, em vez de confiarmos em Cristo.
2. E para o caso de perdermos o emprego, estamos confiados em nossas próprias habilidades, em vez de no Senhor.
3. Podemos estar sentindo segurança em nossa conta bancária.
4. Podemos estar confiados no governo federal.
5. E para nosso crescimento espiritual, podemos estar demasiadamente confiados num bom amigo crente.
6. E para o serviço cristão no futuro, podemos estar confiados em nosso talento, ao invés de nos apoiarmos em Cristo e nos seus dons divinos.
7. E nas decisões básicas da vida, podemos estar mais confiados em nossas intuições e palpites do que na orientação do Espírito.

Todas estas coisas são fundamentos falsos. Estão tomando o lugar de Deus.

Examine seus "espinhos"
Quando o povo de Israel tomou a terra de Canaã, o Senhor lhes disse que, se não destruíssem os cananitas, eles se tornariam como espinhos "em suas ilhargas", a fim de levá-los a buscar a Deus.

É importante que reconheçamos quando um espinho nos está irritando, e reajamos à pontada dele com uma atitude de arrependimento. Muitos crentes não percebem os espinhos que permanecem em sua vida como resultado de uma consagração incompleta. A tendência deles é atribuir aquela dificuldade a Satanás ou a alguma causa natural.

Talvez a sua dor se manifeste em inquietação... e enquanto isso, o espinho é pecado não confessado, ou uma relutância em encarar o pecado e em reconhecê-lo como tal.

Talvez a dor seja cansaço... e o espinho, o fato de não querer pedir perdão, ou uma atitude de rebelião contra certas circunstâncias que Deus permite em sua vida.

Talvez a dor seja nervosismo... e a razão dela, o fato de você não querer abandonar um mau hábito, como o de permitir-se acessos de raiva, ou deixar-se mergulhar em autopiedade.

Temos de reconhecer a existência desse espinho e tomar a providência que se fizer necessária, pela natureza dele.

Pode ser que logo que começou a ler este artigo, você tenha sentido que está esfriando espiritualmente, mas relutando em examinar sua vida, por recear ficar deprimido. Mas a auto-análise não tem por objetivo ser um fim em si mesma. Ela é apenas o primeiro passo, no sentido de se obter o perdão, e uma nova condição para receber a graça.

Se você resolver encarar todas as coisas que o estão puxando para baixo, confessá-las a Deus, e resolver modificar-se, ele o perdoará imediatamente e o restaurará. "E estando prontos para punir toda desobediência, uma vez completa a vossa submissão." (2 Co 10.6)

E Ele fará ainda mais: colocará diante de nós outra porta aberta para a obediência, para que possamos, seguindo em frente, obter uma paz maior, um poder maior e um maior progresso espiritual.


* T. A. Hegre - Pastor e fundador da Missão Evangélica Betânia dos Estados Unidos.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A salvação pela graça de Deus

Pela Graça, sois Salvos


“Porque pela graça de Deus sois salvo, mediante a fé”
Efésios 2.8

A salvação é de graça, ou seja,
 mediante ao que Jesus Cristo fez por nós.
Levando sobre si mesmo o juízo que seria nosso.
E as nossas culpas e ofensas diante de Deus foram apagadas quando então aceitamos o amor e sacrifício de Cristo.
Para que realmente acreditemos que estamos salvos quando aceitamos a graça de Deus, nos é necessário acreditarmos, isto é, termos fé.

Por isso que a fé é o meio ao qual a graça de Deus nos alcança.

A “graça” é um favor imerecido ao qual para que se manifesta-se em nossas vidas foi necessário um justo morrer pelos injustos, um santo morrer pelos profanos, um sem pecado morrer pelos pecadores, e assim em Cristo Jesus somos mais do que vencedores, pois o vencedor batalha pra vencer e ser vencedor, mas nós batalhamos já sendo vencedores. Pois a vitória foi nos dada na cruz por Jesus Cristo.
“Sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para salvação preparada para revelar-se no ultimo tempo”. 1 Pedro 1.5
Hoje aguardamos a nossa salvação ser desfrutada dentro dos parâmetros celestiais, e esta se revelará no ultimo dia, ou seja, no fim desta vida presente, quando Deus exterminará definitivamente o mal e o pecado.

Sabemos que o Reino de Deus é tomado as forças, e que nesse mundo teremos aflições, mas pela nossa fé firmada em Jesus Cristo estamos guardados pelo poder de Deus.
Se não vivemos como outrora e somos novas criaturas, isso se realiza devido o poder de Deus que nos transformou e nos fortalece para vencermos o maligno mediante a fé.

Existem no mínimo sete bênçãos que a fé genuína nos proporciona.

A primeira é a purificação dos pecados (Atos 15.9), quando aceitamos pela fé a verdade da Palavra de Deus, nós temos segurança de que se errarmos e nos arrependermos dos nossos pecados, nós teremos um advogado junto ao Pai, e pela fé nEle nós somos perdoados e purificados pelo sangue de Jesus, quando nós nos arrependemos de nossos pecados.
A segunda é a justificação (Atos 13.39; Romanos 5.1), pois a fé em Cristo Jesus nos propicia a justificação dos atos antigos mediante o que o Messias realizou em sua morte. Na morte de Jesus, nós com Ele morremos para o mundo de pecado mediante a fé, e na sua ressurreição nós ressuscitamos de uma vida morta no pecado para vivermos mediante a fé, uma vida em Deus. Nele temos vida abundante e plena.
A terceira é a vida em Cristo (Gálatas 2.20), pois diante de uma sociedade que a cada dia vai degradando-se e distorcendo os seus valores morais, podemos afirmar que pela fé temos vida abundante, e assim podemos adorar a Deus, pois temos vida nEle.
Algumas características no “morto físico” podem se extrair como lições para sabermos se estamos vivos ou mortos espiritualmente.

É o mecanismo de que, o natural explica o espiritual ou o entendimento espiritual é compreendida pelas coisas terrenas, pois Jesus mesmo disse que explicar as coisas espirituais no espiritual seria impossível ao homem, por isso o uso do natural, daí surgem tipos, exemplos, parábolas e etc...

O morto físico de morte natural geralmente:
Tem boca, mas ele não pode glorificar a Deus; tem olhos, mas não pode ter visão; tem pés, mas não pode caminhar; tem mãos, mas não pode erguer para adorar ao Senhor Jesus.

O vivo espiritual tem boca para pregar, glorificar e louvar a Deus; tem olhos para terem visões de Deus e ter uma vida de olhar amplo; tem pés para caminhar na presença de Deus, os pés figuram “caminhada”, e servem para andar e caminhar.

Na estrada cristã os pés do vivo em Deus, o faz caminhar, é isso que Deus ensinou os três jovens a fazer na fornalha de fogo no reinado de Nabucodonosor na Babilônia, pois os jovens aprenderam a caminhar com Deus na fornalha (fornalha figura lutas, dificuldades e provações); ele tem mãos para adorar, figuradamente às mãos fala de força, e essa força é a “mão amiga” para os que estão caídos e precisam de apoio e força dos irmãos, só pode ajudar as almas a sair do poço do pecado àqueles que estão vivos espiritualmente.

A quarta é a firmação em Cristo (2 Corintos 1,24), e esse é uns dos fatores dos quais devemos ajudar os caídos a (sendo conhecedores da Palavra de Deus) firmar a sua fé e vida em Cristo, ou a (não sendo salvos e conhecedores da Palavra) conhecerem o poder de Deus no evangelho e terem é fé e vida com Deus. A fé real nos firma, e assim podemos superar as lutas e provações da vida humana. Nessa natureza da fé aonde recebemos a benção de estar firmado, nada podem nos abalar, pois a fé em Jesus Cristo nos faz saber que Ele é a nossa rocha e nós somos moradias de Deus, assim sendo, nenhum vendaval e nenhuma tempestade poderão nos deslocar ou desmoronar da nossa firmeza na rocha chamada Cristo.
A quinta é o “andar em Deus e com Deus” (2 Coríntios 5.7; Colosenses 2.6,7), a Bíblia registra que Enoque andou com Deus, e Deus para si o tomou. O “andar com Deus” aplica-se a comunhão com o Senhor. 

A palavra comunhão no grego do Novo Testamento significa “participação” e isso aplica em estar participando com Deus.
A fé nos proporciona essa benção de termos uma comunhão profunda com Jesus Cristo, e assim mediante a fé nós andamos com Deus.
Abraão, Elias, Eliseu, Jeremias, Isaias, Daniel, são apenas alguns homens de Deus que andaram com Deus.

Andar com Deus consiste em está no caminho da santificação e de uma vida cheia do fruto do Espírito Santo.

O fruto do Espírito é a obra do Espírito, como uma árvore que produz seus frutos, assim o Espírito Santo é realizar as suas obras na vida das pessoas que andam com Deus, essas obras são: 

Os Frutos do Espírito descritos em Gálatas 5.
A sexta é que Cristo vive no coração (Efésios 3.17) mediante a fé nEle. O maior presente que Deus proporciona a humanidade é a viva e real presença de Cristo em nossos corações, ainda que, o mundo está cheio de maldades e promiscuidades, mas pela fé crermos e recebemos Deus em nós. Louvado seja Deus, aleluias, podemos adorar a Deus por ser o nosso baluarte e sendo tão grande e poderoso, a sua presença ser tão doce e forte, mas é cabível em nossos corações.
A sétima é vencermos o mundo, pois pela fé nós vencemos o mundo (1 João 5.4), aqui a palavra de Deus revela o poder de superação em meios às provações, pois a fé no Senhor nos dá animo para não sermos tragados nesse mundo e vivermos uma vida abençoada com Deus.

E não vos conformeis com este mundo/século/era, mas transformai-vos na renovação da vossa mente (Romanos 12.2) a palavra “mundo século ou era” significa a nossa era em que vivemos em contraste com a era vindoura aonde Jesus eliminará toda a obra do pecado e do maligno.
Pela fé genuína podemos obter essas bênçãos que descrevemos, e com elas podemos estar aptos a permanecer fiel e não nos conformar com esse mundo.

Relata também as Escrituras:

“E não ameis o mundo...”, o mundo a que se refere o texto de João, é o mundo e seu sistema, no original nós vemos nessa palavra a expressão “beleza”, ou seja, a beleza que este mundo sistema oferece. 

Esta beleza é enganosa e caracteriza o mundo do qual vivemos – um mundo da “beleza” e assim muitos estão executando as concupiscências da carne, dos olhos e a soberba da vida, e tudo em favor de amar o mundo (beleza).
A beleza (mundo) da fama, poder, dinheiro, mulheres, homens e etc., têm esse sido um dos fatores destruidores da moralidade e da espiritualidade. Com isso podemos afirmar o que antes já fora dito pelo apóstolo:

“E não ameis o mundo, pois quem ama o mundo, o amor do Pai não está nele”.

O amor do mundo se revela na própria Escritura, e esse “amor” descreve bem a propriedade desse mundo, se não vejamos:

“O amor do mundo são as concupiscências da carne, dos olhos e a soberba da vida”.

Podemos extrair a tríplice propriedade do mundo, nas passagens de Jesus na tentação no deserto, na passagem de Eva no jardim do Éden e de Esaú e Jacó.

Concupiscência da carne: desejos carnais  no jardim do Éden, a serpente engana Eva, e esta ao olhar a arvora do bem e do mal, percebe que a árvore era boa para se comer. Eva teve um desejo carnal, pois queria se alimentar daquilo que era proibido pelo Senhor.
Na tentação no deserto, o diabo tentou Jesus na concupiscência da carne ao querer que ele transforma-se as pedras em pão, isso é que Jesus alimenta-se de forma errada – fazendo a vontade do Maligno, mas Jesus respondeu usando a palavra de Deus dizendo:

“Não tentarás o Senhor teu Deus”.

Em troca de alimentação por está com fome, Esaú vendeu ao seu irmão a sua primogenitura e todos os seus direitos que tinha nela.
Ele ter fome não foi o problema, pois ter fome é uma necessidade humana, mas a forma que ele supriu sua necessidade foi condenada, pois a primogenitura consistia em umas das bênçãos a consagração a Deus – ao vender a primogenitura para seu irmão, Esaú acaba vendendo sua vida de consagração a Deus por uma satisfação momentânea.
E ele foi tido por profano.

Aproveito pra relatar aos jovens que o diabo quer suprir suas necessidades, mas em troca quer roubar a consagração e dedicação a Deus.

Relato também a todos o que registra a Bíblia acerca de Judas, pois este queria que Jesus os livra-se das mãos de Roma e dos impostos da mesma, e como Jesus não atendeu o seu pedido, acabou Judas traindo O Mestre em troca de trinta moedas de prata. 

Tudo porque a satisfação de momento de Judas era a libertação dos tributos romanos, mas não percebeu que Jesus queria liberta das trevas e do pecado.

Judas agiu de momento e traiu O mestre.

Não haja de momento! 
Venças seus momentos e alcançara galardões eternos.
O que dizer de Pedro? 
Ele cometeu um erro grave, pois pensava que jamais negaria Jesus, mas acabou negando o Mestre, e descobriu que ele não era tão fiel como pensava ser - Pedro tinha a síndrome da superioridade, mas acabou descobrindo que era muito frágil. 
E quando foi colocado à prova, ele acaba agindo pelo seu momento que era o medo, e ao cantar do galo, ele então percebeu que a sua atitude de momento poderia frustrar toda a sua vida que teve na presença do mestre.

Concupiscência dos olhos: desejo da cobiça, inveja – no jardim do Éden, a serpente engana Eva, e esta ao olhar a arvora do bem e do mal, percebe que a árvore era agradável aos olhos. Eva teve uma cobiça, ama altivez, um olhar altivo, um desejo da ambição, ela tem uma característica do amor do mundo, a saber, a concupiscência dos olhos.
Jesus no deserto foi tentado pelo Acusador, e este o levou ao um lugar alto e lhe ofereceu os reinos da terra, mas em troca queria que Jesus o adorasse. 


Notemos aqui a sutileza do Adversário, pois queria que Jesus torna-se ambicioso, e em troca queria ser adorado.
A ambição tem feito muita gente adorar o diabo, como assim?
Fazendo as vontades dele em troca de ambições, cobiças e altivez.
Em resposta Jesus disse:

“Adorar somente a Deus”.

Quando nós adoramos somente a Deus, nós estamos sempre aptos a vencermos as tentações dos olhos, quer seja na luxuria, no desejo do poder, da fama, e enfatizo que o Temor do Senhor em nossos corações será o nosso braço forte contra essas hostis armas do Maligno.
Na História de Esaú e Jacó nós encontramos a cobiça de Jacó naquilo que é alheio, ou naquilo que é de seu próprio irmão.

Não faltariam passagens bíblicas que descrevem pessoas que mergulharam na concupiscência dos olhos e que hoje servem como exemplos para extrairmos e absorvermos em nossas mentes. Como o caso de Ló, filho de Arã, que ao se separar de seu tio Abraão, avistou uma campina muito bela que aos seus olhos parecia o jardim do Éden, e para lá ele foi morar.

Aquela campina localizava as cidades de Sodoma e Gomorra, conhecida como a terra da prostituição, da promiscuidade; era um local amoral, mas que continha uma paisagem bela e aparentava um lugar de delicia (entendendo que Éden no Hebraico significa “lugar aprazível ou lugar de delicias”).
Aos olhos o lugar era aprazível, mas o fato é que aquele lugar identificava com o reino das trevas. A aparência é o que move a humanidade hoje, e infelizmente a concupiscência dos olhos é o veiculo que muitos estão usando para se aprofundar nos monturos deste mundo.

O que dizer de Caim que por inveja matou seu irmão, a inveja é uma concupiscência dos olhos.
Em Provérbios, a Bíblia revela que a inveja é a podridão dos ossos – o osso é a estrutura do corpo – todo corpo sem osso não tem estrutura e nem firmeza – e a inveja é a podridão de toda estrutura de um corpo.

Uma igreja como um corpo, ou uma família como um corpo, pode ser destruída se nela houver membros invejosos.

O que dizer de Saul, o primeiro rei de Israel.
O sucesso de Davi o fez ficar mordido de inveja e “a serpente da inveja” fisgou Saul e este começou a persegui Davi.
A “serpente da inveja” tem envenenado e destruído muitos ministérios e famílias, mas Jesus antes de ser assunto ao céu disse que daria poder a Igreja pra pegar serpentes nas mãos, e o poder do Espírito Santo nos dará unção pra esmagar a “serpente da inveja”.

Soberba da vida: soberba, amante de si mesmo, arrogância etc. -no jardim do Éden, a serpente engana Eva, e esta ao olhar a árvore do bem e do mal, percebe que a árvore era boa para dar entendimento.
Acontece que Deus havia proibido se quer tocar na árvore, e também havia dito que eles morreriam se tocar ou alimenta-se do fruto dela e que também teriam conhecimento do bem e do mal e seria como Deus (no sentido de conhecer o bem e o mal), quando ela acha que o fruto da arvore lhe daria entendimento, temos que sermos cônscio de que esse entendimento era proibido por Deus. Sendo assim, esse entendimento constituía em uma soberba.
Eva transgride a lei de Deus.
Na tentação que Jesus sofrera – o Inimigo queria que o Senhor pula-se do pináculo do Templo, queria que o Redentor se ensorberbece-se ao exalta a si mesmo. Jesus disse:

“Não tentarás o Senhor teu Deus”.

Esaú e Jacó tornaram se soberbos, pois a soberba exalta o ego do homem e o torna egoísta e mesquinho. Eles foram egoístas e o resultado foi de dores e tristezas na família.

Que possamos fugir da “beleza do mundo”, pois se resistimos o diabo e suas oferendas, ele fugirá de nós.

A paz De Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo permaneça em vossos corações.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

1a Turma do Curso Teológico do IBE - Caicó-RN




























QUEM APARECEU A SAUL EM EN-DOR? - SAUL E A MÉDIUM


Com base em I Samuel 28, os espíritas costumam tirar as seguintes conclusões:

- A Bíblia afirma que é possível comunicar-se com o espírito de pessoas falecidas;
- Deus permite a consulta aos mortos. Este não é um pecado tão grave;
- Os mortos podem ajudar aos vivos.

E agora? Como contestar estas versões? Quem apareceu de fato? O profeta Samuel? Um espírito demoníaco? Ou tudo não passou de uma fraude

http://4.bp.blogspot.com/-4e_58BxmJN0/T3RO-pJftxI/AAAAAAAACr4/dHhGkfpvqlo/s1600/Kong%2BSaul%2B1_%2Btrollkvinnen.jpgEsta passagem bíblica tem sido muito usada pelos espíritas, na tentativa de legitimar a doutrina de comunicação entre vivos e mortos. Em defesa da fé cristã, apresentamos a seguinte análise, que não difere muito de tantos outros argumentos apresentados por estudiosos e comentaristas da Bíblia Sagrada.

1. DEUS NÃO RESPONDE MAIS AO REI SAUL
Bem antes de Saul tentar falar com Samuel via feiticeira, a graça de Deus fora tirada de sua vida. Por sua desobediência no caso dos despojos dos amalequitas, o Senhor o repreendeu duramente porque a rebelião é como pecado de feitiçaria... Porquanto tu rejeitaste a palavra do SENHOR, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei (1 Sm 15.10-31).

Por sua rebeldia, Saul ficou entregue à influência demoníaca (1 Sm 16.14). A partir daí, perdeu o controle, foi tomado por ódio, inveja e ciúmes. Na sua fúria descontrolada, tentou matar Davi por mais de uma vez (1 Sm 18.9-12; 18.17; 19.1). Ele próprio declarou, desolado: Deus se tem desviado de mim e não me responde mais... (1 Sm 28.15).

Quanto a Deus não responder a pecadores, a Bíblia diz: Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem o seu ouvido, agravado, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o Seu rosto de vós, para que não vos ouça (Is 59.1-2). O egoísmo, a cobiça, o ciúme e a desobediência endureceram o coração de Saul de forma irreversível. Ele sentiu o desamparo de Deus. As condições para que Deus ouvisse a Saul seria que ele orasse, buscasse verdadeiramente a Sua face, e se arrependesse com sinceridade de seus maus caminhos (2 Cr 7.14).

Porém, como um abismo chama outro abismo (Sl 42.7), Saul, num último e desesperado gesto de desobediência, resolveu apelar para uma feiticeira na tentativa de falar com o profeta Samuel, já morto. Ora, tal expediente é condenado por Deus na Sua palavra: Não haja no teu meio quem faça passar pelo fogo o filho ou a filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos. O Senhor abomina todo aquele que faz essas coisas... (Dt 18.10-12). (grifo nosso)

Nessa proibição não foi usada a palavra espiritismo porque esta só surgiu com o advento do Kardec ismo. Todavia, a idéia está subjacente. Quando vos disserem: Consultai os médiuns e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram entre dentes, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? Acaso a favor dos vivos se consultarão os mortos (Is 8.19). O envolvimento com médiuns ou necromantes leva à condenação (Is 8.20-21), origina contaminação (Lv 19.31; 20.6).

Saul insistiu em ouvir a Deus por intermédio do profeta Samuel, que já havia morrido. Então, procurou uma feiticeira, uma necromante, uma mulher que incorporasse o espírito do profeta, uma mulher com dons mediúnicos: Buscai-me uma necromante, para que eu vá a ela e a consulte (1 Sm 28.7-a). Deus estaria sendo incoerente com Sua palavra se atendesse aos caprichos de Saul. Aqui surge a primeira evidência da impossibilidade de haver Samuel se apresentado na sessão espírita sob análise. Para lembrar: Em favor dos vivos consultar-se-ão os mortos? (Is 8.19). Logo, Deus não iria validar ou legitimar uma prática por Ele próprio condenada.

Além disso, uma das causas da morte de Saul foi por haver consultado a feiticeira de En-Dor (cidade da tribo de Manasses), conforme 1 crônicas 10.13-14. Não há como imaginar uma sessão espírita sendo enriquecida e abençoada com a presença de um mensageiro de Deus. Se consolidada e permitida tal prática, não precisaríamos mais buscar o Senhor. Em situações difíceis, cairíamos aos pés de uma feiticeira ou médium, e diligentemente se apresentariam a nós os santos servos do Senhor já mortos. Então, a Bíblia iria para o lixo e passaríamos a observar outro evangelho, quem sabe, O Evangelho Segundo o Espiritismo!

2. UMA SESSÃO ESPÍRITA CHEIA DE MENTIRA E ENGANO
Em primeiro lugar, Saul demonstrou ser um hipócrita: mandara eliminar todas as feiticeiras e agora vai a uma feiticeira (1 Sm 28.3,9). Segundo, ele se disfarçou e vestiu outras vestes, desejando negar sua identidade (v.8); usou falsamente o nome do Senhor, jurando por Ele (v.10). Terceiro, a feiticeira primeiramente disse que viu a Samuel (v. 12), depois, que viu deuses que sobem da terra (v.13); depois, já não eram deuses nem Samuel, mas um ancião envolto numa capa (v.14). Quarto, diante dos personagens apresentados, Saul entendeu que Samuel estava ali à vista da feiticeira vidente (v.14).
Por outro lado, a primeira fala de Samuel é de insatisfação: Por que me inquietaste fazendo subir? (v.15). Dois pontos devem ser analisados nessas palavras. Primeiro, se Deus permitira a vinda de Samuel, como Seu mensageiro, como querem os espíritas, o profeta deveria cumprir com alegria a missão confiada, e não se mostraria insatisfeito. Segundo, o entendimento é que quem comandou a subida de Samuel não foi Deus, mas o pecador Saul. O ancião envolto numa capa declarou que Saul o fez subir (v.15). O santo de Deus, o profeta Samuel, estaria à disposição de uma feiticeira e de um rei pecador, a quem Deus não mais respondia. Devemos nos lembrar que a Bíblia sempre fala que o inferno está em baixo, e o céu, em cima. Mas esse Samuel subiu, veio de baixo!

Outra pergunta de Samuel merece ser comentada: Por que, pois, a mim me perguntas, visto que o Senhor te tem desamparado e se tem feito teu inimigo? (1 Sm 28.16). Ora, se Deus havia se ausentado de Saul; se este já estava sob condenação; se os ouvidos de Deus estavam tapados ao clamor de Saul (v.6, 15,16), como sairia da glória o santo Samuel para prontamente atender a um chamado desse rei, via feiticeira? Se Deus se fizera inimigo de Saul, por que razão Samuel viria atender ao chamado? Que autoridade teriam um rei e uma feiticeira (ou, por extensão, que autoridade têm os médiuns) para convocarem os santos do Senhor?

3. A PROFÉCIA NÃO CUMPRIDA DE SAMUEL
Diz a Bíblia: Como conheceremos a palavra que o Senhor não falou? Quando o tal profeta falar em nome do Senhor, e tal palavra se não cumprir, nem suceder assim, esta é palavra que o Senhor não falou (Dt 18.21-22). Disse Samuel a Saul: E o Senhor entregará também a Israel contigo na mão dos filisteus, e amanhã tu e teus filhos estareis comigo (1 Sm 28.19).

Enquanto o pseudo Samuel estava discorrendo sobre fatos passados, acertou; mas no momento em que falou sobre acontecimentos futuros, foi um desastre. Ele disse: amanhã estareis comigo. Todavia, Saul não morreu no dia seguinte. Vejamos: Um dia se passou segundo relato em 1 Sm 29.10-11, (levantou-se no dia seguinte de madrugada); três dias se passaram, conforme 1 Sm 30.1 (chegaram ao terceiro dia a Ziclague); um dia se passou em 1 Sm 30.17 (desde o crepúsculo até à tarde do dia seguinte). Saul morreu cinco dias, no mínimo após a profecia de Samuel.

Disse mais Samuel a Saul: Tu e teus filhos estareis comigo (v.19). Os filhos de Saul eram, no mínimo, oito: Jônatas, Isvi, Malquisua, Merabe, Mical (1 Sm 14.49; 1 Cr 8.33), Armoni, Mefibosete (2 Sm 21.8), Abinadabe (1 Cr 8.33) Is-Bosete, cujo primeiro nome foi Esbaal (2 Sm 2.8). Todavia, apenas três morreram na batalha: Jônatas, Abinadabe e Malquisua (1 Sm 31.2,6; 1 Cr 10.2). Is-Bosete, por exemplo, passados cinco anos da morte de seu pai, reinou sobre Israel durante dois anos, (2 Sm 2.10; 4.7). Outra declaração contraditória: Estareis comigo. Por tudo que vimos Saul não foi para o mesmo lugar onde se encontrava Samuel, que estava no Paraíso, chamado seio de Abraão, na paz do Senhor. Outra inverdade proferida pelo falso Samuel foi que Saul cairia nas mãos dos filisteus (1 Sm 28.19). Saul suicidou-se (1 Sm 31.4-5).

4. OUTROS QUESTIONAMENTOS
Ora, se de fato Samuel apareceu naquela sessão como mensageiro do Senhor, suas profecias teriam sido cumpridas, na íntegra, quanto ao destino de Saul, ao dia da sua morte e ao número de filhos que morreriam na batalha.

Se Deus não falava com Saul pelos meios usuais ministério dos profetas e sonhos (1 Sm 28.15), não falaria através de um meio abominável. O surgimento do profeta naquela sessão espírita estaria legitimando uma nova prática de consulta aos santos do Senhor.

Por que, pois, a mim me perguntas? (1 Sm 28.16); Por que me interrogas (ou me inquietas) fazendo-me subir? (1 Sm 28. 15). Estas palavras levam-nos ao entendimento de que Samuel não viera a serviço do Senhor. Se o profeta estivesse ali em missão divina, jamais afirmaria que Saul o fez subir e falaria em nome do Senhor dos Exércitos. Se Samuel se apresentasse como mensageiro de Deus, como afirmam os espíritas, Saul estaria diante do interlocutor apropriado. Mas Samuel retrucou: Por que me interrogas?

Finalmente, se a prática de consultar os mortos tivesse sido validada por Deus, enviando o santo Samuel, não teria sentido a condenação de Saul, como está em 1 Crônicas 10.13: Assim morreu Saul por causa da sua infidelidade ao Senhor, e até consultou uma adivinhadora...

CONCLUSÃO
Uma coisa é muito clara: não foi o profeta Samuel quem apareceu a Saul. Alguém que profetizava em nome do Senhor não iria aparecer em uma reunião que Deus condena na Bíblia, conforme está escrito em Levítico 20:27 "Os homens ou mulheres que, entre vocês, forem médiuns ou consultem os espíritos, terão que ser executados. Serão apedrejados, pois merecem a morte".

Tudo leva a crer que um demônio ali se manifestou. Essa interpretação é reforçada pelos seguintes fatos adicionais, dentre outros já citados:

a) Saul desejou consultar uma mulher que tivesse o espírito de feiticeira (1 Sm 28.7), que literalmente significa uma mulher possuída de demônios, espíritos da mentira e do engano.
b) O espírito do engano, no intuito de enganar a todos - a Saul, aos criados e à feiticeira apareceu com o semblante de Samuel e certamente imitou a sua voz. Por isso, ela se mostrou assustada (1 Sm 28.12).
c) A afirmação estareis comigo, de Samuel, reforça o entendimento de que o diabo estava certo quanto ao destino de Saul.
d) A interrogação por que me fizeste subir denota que esse Samuel estava em baixo, em regiões inferiores, para onde também iria o rei.

Em Lucas 16.19-31, Abraão negou o pedido do rico, em tormentos, para que mandasse Lázaro a Terra. E teria Lázaro à nobre missão de falar de salvação aos irmãos do rico. Nem assim foi possível. Abraão declarou que eles deveriam dar ouvidos à Palavra e aos profetas, meios usuais de comunicação. O rico também se viu impedido de sair do seu lugar. Logo, espíritos humanos, bons ou maus, estão impossibilitados de se apresentarem em sessões espíritas, sejam elas dirigidas por médiuns, feiticeiras, necromantes ou adivinhos.

FONTE: 
Compêndio Seitas e Heresias